14 jul
Segue abaixo a matéria da Zillion que no último domingo, 11/07, foi publicada no Jornal Correio sobre a segurança da informação para as empresas.
Identificação dos tipos de vírus é crescente e pode chegar a 26.598 por hora, em 2015.
Vanessa Pires – Repórter
Jornal Correio de Uberlândia
O ataque de vírus aos computadores ainda gera transtornos e prejuízos para as empresas, mesmo com as dezenas de programas antivírus disponíveis no mercado e a constante veiculação de informações sobre o problema. De acordo com pesquisa divulgada em fevereiro deste ano, programas especializados detectaram, em 2006, uma média de 57 tipos de vírus diferentes a cada hora. Em 2009, o número subiu para 1.484 e, se as ameaças continuarem crescendo no mesmo ritmo, a previsão para 2015 é de que 26.598 tipos de vírus sejam identificados por hora.
De acordo com Tarcísio de Morais Oliveira, analista de suporte de uma empresa que atua na área de segurança digital, entre outros serviços de tecnologia, os crackers criam vírus geralmente para invadir sistemas e roubar informações ou apenas para desestruturar a empresa. “Eles recolhem informações para serem vendidas ou até fazem ameaças pedindo dinheiro para não divulgá-las. Alguns o fazem apenas para satisfazer o ego”, disse.
Segundo o especialista, é importante que a empresa adquira um programa antivírus eficiente e que tenha suporte técnico especializado, além de fazer a atualização necessária e o acompanhamento dos equipamentos.
Um programa antivírus pode custar entre R$ 40 e R$ 80 para instalação em uma máquina. Após um ano, o usuário deve pagar cerca de R$ 30 para atualização. Mas o valor pode diminuir conforme a quantidade de computadores que receberão a proteção.
No centro oftalmológico onde Anderson Costa é analista de marketing, o prejuízo com a invasão de um vírus foi de R$ 6 mil. A rede que interliga 40 máquinas foi invadida em 2009 por um vírus chamado Conficker e o problema só foi solucionado cinco meses depois. “Usávamos um antivírus free (grátis), mas, depois deste ataque, compramos um eficiente. É uma despesa a mais, porém estamos mais seguros por meio da empresa que nos monitora”, disse.
Pen-drives oferecem risco
Dentre diversas formas de infectar um computador com um vírus, as que mais atingem os clientes de Leandro Alves Camacho, diretor de uma agência digital, são os discos removíveis conhecidos como pen-drives. Segundo ele, o modelo de disco se tornou muito utilizado e com isso, pessoas mal-intencionadas desenvolveram vírus para esta ferramenta, que é fácil de se contaminar.
“Basta conectar o pen-drive no computador que o vírus já infecta a máquina. Como ele é detectado automaticamente como uma nova unidade de disco, é executado com facilidade”, disse Leandro Camacho. Ele explica que existem ainda vírus que criam uma pasta dentro do disco removível chamada recycler, que se parece com uma lixeira, confundindo o usuário.
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Funcionários contribuem para a segurança
Uma máquina pode ser infectada por meio do download de arquivos com vírus, sites infectados, páginas de bate-papo ou equipamentos USBs. O usuário nem sempre precisa clicar no arquivo para contrair o vírus. Como estratégia para controlar as 6 mil máquinas de uma empresa de tecnologia de Uberlândia, o assessor de segurança Emerson Ribeiro utiliza, além do antivírus, a conscientização dos funcionários.
Segundo ele, na empresa são ministrados cursos à distância, disponibilizados conteúdos na intranet, além de treinamentos com supervisores, para que orientem seus colaboradores. “A empresa pode ter toda tecnologia possível, mas se o associado [funcionário] tiver atitudes de risco, esta tecnologia não consegue proteger. A segurança não é responsabilidade apenas do setor de informática, mas de todos que trabalham na empresa.”
Além disso, a empresa restringe o acesso a alguns sites e utiliza programas que gerenciam a entrada e saída de conteúdos. De acordo com Emerson Ribeiro, os colaboradores trabalham sobre um rígido controle de segurança. “Eles estão conscientes de que as informações não devem sair da empresa”, disse.
Como evitar um vírus
- Atualizar e monitorar o antivírus com frequência, por meio de empresas especializadas
- Orientar os funcionários e demais usuários
- Evitar a navegação em sites de procedência duvidosa
- Além do antivírus, utilizar anti-spam, que filtra e-mails indesejáveis
- Não abrir arquivos com extensões “scr”, “exe”, “.com”
- Não clicar em links suspeitos em páginas de relacionamento
- Em páginas que pedir senha, informar dados incorretos para ver se o sistema reconhece
- Antes de clicar em um link, colocar o mouse sobre ele e observar no rodapé da página se o link é de confiança
- Desabilitar a função que executa automaticamente discos removíveis
Zillion Tecnologia.
One Response for "Vírus ainda são ameaça para empresas"
Parabéns aos técnicos da Zillion e da Trend Micro pelos resultados positivos no jornal Correio de Uberlândia, que é o veículo impresso de maior circulação e abrangência da cidade, com mais de 10 mil exemplares diários!
Abs,
Anna
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